21 de janeiro de 2009

História dos navegadores: do Mosaic ao Chrome


Com o advento da Internet, ampliou-se o campo da informação e, para utilizarmos todos os recursos disponíveis na rede, é necessário um software que possibilite a busca por elas. E é aí que entram os navegadores.

Também conhecido como browser, o navegador é um dos principais softwares de um computador, ainda mais nessa era de web 2.0, onde quase tudo o que precisamos está online.
Tim Berners-Lee, que foi um dos pioneiros no uso do hipertexto como forma de compartilhar informações, criou o primeiro navegador, chamado WorldWideWeb, em 1990. Desde então, o desenvolvimento dos navegadores tem sido intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da própria Web.
A Web, entretanto, só explodiu realmente em popularidade com a introdução do NCSA Mosaic, um navegador gráfico (em oposição a navegadores de modo texto) rodando originalmente no Unix, mas que foi também portado para o Apple Macintosh e Microsoft Windows logo depois. A versão 1.0 do Mosaic foi lançada em setembro de 1993 por Marc Andreesen, o líder do projeto.
Confira abaixo um pouco da história dos principais navegadores.


1991 – WWW


Criado por Tim Berners-Lee, o WorldWideWeb foi o primeiro navegador da web. Mais tarde, para não confundir-se com a própria rede, trocou de nome para Nexus.


1993 – Mosaic



Foi o primeiro navegador a rodar no Windows, fator determinante para a abertura da web para o público em geral. Marc Andreessen, o líder do time que desenvolveu o Mosaic, saiu da NCSA e, com Jim Clark, um dos fundadores da Silicon Graphics, Inc. (SGI) e outros quatro estudantes formados e nomeados da Universidade de Illinois, iniciaram o Mosaic Communications Corporation. Mosaic Communications finalmente se tornou a Netscape Communications Corporation, produzindo o Netscape Navigator.


1994 – Netscape



O Netscape trouxe todas as características que um browser moderno oferece nos dias de hoje, como por exemplo a navegação por abas, o bloqueio de pop ups, suporte a cookies e histórico de visitas, entre outros. Reinou absoluto durante anos, mas já em 2002 seus usuários se resumiam a alguns poucos gatos pingados. Um dos motivos foi o fato da Microsoft passar a incluir, já em 1995, o Internet Explorer junto com o sistema operacional Windows. Era o início de um novo reinado no mundo dos browsers...


1995 – Internet Explorer 1.0

Em 1995, a Microsoft entra na briga dos navegadores com seu Internet Explorer 1.0, parte integrante do pacote 'Plus' do Windows 95. Com isso, teve início a ‘guerra dos navegadores’.
A guerra dos navegadores Web é o nome dado a um período de quatro anos (de 1995 a 1999) no qual a empresa Netscape, produtora do software browser homônimo, perde a sua liderança absoluta no mercado de navegadores para a Microsoft.
Este período resultou em uma reversão total no uso de um software para outro, além de gerar projetos como o Mozilla e o Opera.


1996 – Internet Explorer 3.0



Em agosto, a Microsoft lança a versão do navegador que começaria a ganhar terreno na briga com a Netscape. Entre as novidades estão o suporte a CSS (linguagem de estilo que auxilia no visual e na construção das páginas), além de um programa leitor de e-mail - produto já embutido no Netscape 2.0. No mesmo ano, é lançado a versão 3 do Netscape e a primeira do Opera.

1997 - Internet Explorer 4.0



A quarta versão do navegador da Microsoft é a primeira a ser incluída no sistema operacional de empresa, o Windows 98. A decisão deu origem a uma ação anti-truste movida pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que alegava que a MS estaria utilizando táticas monopolistas para ganhar o mercado de browsers.
Com o navegador interligado ao sistema operacional, os usuários, pela praticidade, iriam automaticamente utilizá-lo ao invés de fazer o download do Netscape Navigator/Comunicator.


1998 – Mozilla

A Netscape anuncia a liberação do código-fonte de seu navegador. Com isso, o download do programa se torna grátis e sua programação, open-source, livre para ser usada e modificada por qualquer um. Para divulgar o código, a Netscape cria a comunidade Mozilla, que anos depois lançaria o Firefox.


2000 – OperaO Opera é um navegador criado em 1994 pela empresa estatal de telecomunicações da Noruega e foi a primeira alternativa leve para os usuários.
Recentemente perdeu seu posto de "navegador alternativo" para o Mozilla Firefox, mas conta ainda com uma fiel comunidade de usuários. Diversos dos recursos mais modernos existentes entre os navegadores vieram do Opera e foram copiados para os demais.
Em sua quinta versão, o navegador Opera tenta o modelo adware - gratuito para usuário, mas sustentado por anúncios embutidos no navegador.


2003 – Safari

Até 2003, a plataforma Mac usava navegadores Netscape. Em 2003, a Apple anuncia seu próprio navegador, o Safari, incluído como o navegador padrão a partir do sistema operacional Mac OS X v10.3.
Com uma interface simples, suas funções são básicas: Abas, bloqueador de pop-ups, baixador de arquivos, leitor de notícias RSS e modo privado que evita que terceiros monitorem sua navegação.


2004 – Firefox



Em 2004 é lançado o Firefox 1.0, que surgiu como uma versão mais simplificada do Mozilla. Além de ser gratuito e de código aberto, o software ficou conhecido por sua navegação por abas, apesar de não ser pioneiro na funcionalidade - o navegador Ibrowse e o Opera disponibilizaram o recurso antes.
Atualmente o Firefox é o maior rival da Microsoft no mercado dos navegadores e detém no mundo cerca de 20% do ramo, contra 70% do IE.


2008 – Chrome

Depois de muita especulação, o Google finalmente se lança no mercado de navegadores em setembro do ano passado com o Chrome, um navegador 'projetado do zero' e com a promessa de ser mais rápido, seguro e estável que os concorrentes.
Entre seus pontos altos, a estrutura de processamento do programa, em que cada aba roda um processo em paralelo, o que, segundo o Google, pouparia recursos do sistema e preveniria vazamentos de memória e travamentos do computador.

Últimas dos navegadores

No final do ano passado, duas noticias importantes movimentaram o universo dos navegadores Mozilla Firefox e Google Chrome.

O Chrome, até então rodando em versão beta, foi ‘promovido’ e saiu da versão de testes, pois, segundo seus desenvolvedores, ele estava funcionando perfeitamente e sem nenhum tipo de bug para atrapalhar o internauta.

Outro fator que influenciou na decisão dos desenvolvedores do Chrome foi o fato do software ter sido atualizado 14 vezes, desde o seu lançamento. Com isso, ele chegou a uma fase avançada de desenvolvimento e de melhorias e, agora, precisa apenas de pequenas evoluções.

Na mesma semana que o Chrome passou de beta a versão final, os desenvolvedores do Firefox lançaram a versão Beta 2 do software. É mais um passo para finalizar o desenvolvimento da nova versão do Firefox, prometido para o começo deste ano.

Dessa vez, o grande destaque é a ferramenta para navegar anonimamente na internet. Com ela, o internauta entra em sites da web e não deixa informações em cookies e nem dados que preencheu em sites armazenados no computador. É uma ferramenta muito útil para quem navega em computadores de lugares públicos, como escolas e lan houses.

Os desenvolvedores da Mozilla não fizeram nenhuma grande mudança na interface do Firefox. Em compensação, modificaram bastante o motor do software, que recebeu melhorias no código e o Java TraceMonkey. No final das contas, essas mudanças deixaram o Firefox um pouco mais rápido para carregar algumas páginas com scripts.

Participação de cada um

De acordo com dados publicados no começo de 2009 pela consultoria Net Applications, o Internet Explorer voltou a perder espaço para outros navegadores, caindo de 69,77% para 68,15% de participação no mês de dezembro. Em novembro, a participação do navegador da Microsoft era de 71,27%.

Por outro lado, os browsers Safari, Firefox e Chrome saíram ganhando com a queda de participação do IE. O Firefox agora é usado por 21,34% dos internautas - em novembro a participação era de 20,78%. O Safari subiu de 7,13% para 7,93% no mês passado, enquanto o Chrome, do Google, alcançou 1,04%, contra 0,83% de participação em novembro. O Opera manteve 0,71% de participação.
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