Mostrando postagens com marcador astronomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador astronomia. Mostrar todas as postagens

1 de fevereiro de 2011

Lunar Orbiter Laser Altimeter finalizou sessões de mapeamento da superfície da lua

O site Cnet publicou imagens do Lunar Orbiter Laser Altimeter (LOLA), um dos sete instrumentos científicos que estão a bordo de uma nave espacial, que acaba de completar um projeto inovador. Desde junho de 2009 o LOLA vem mapeando a superfície da lua e agora conseguiu finalizar as sessões com uma riqueza de detalhes nunca antes vistos. Segundo a NASA, o LOLA usa laser para medir a elevação, declividade e rugosidade da superfície da lua em 3D. O objetivo principal era produzir uma rede global para a lua para que todas as outras observações pudessem ter referências.

1 de junho de 2010

Japão lança sonda que viaja impulsionada pela luz do Sol

Japão lança sonda que viaja impulsionada pela luz do Sol
Missão é chegar perto de Vênus; veja como o 'veleiro solar' funciona.
Tecido dez vezes mais fino que um fio de cabelo servirá como 'motor'.


A Agência Espacial Japonesa (Jaxa) lançou com sucesso o primeiro “veleiro solar” da história. O foguete que transporta a sonda Ikaros deixou às 18h58 (horário de Brasília) desta quinta-feira (20), já manhã de sexta-feira no Japão. A primeira tentativa, na segunda-feira, foi abortada por causa do mau tempo.
O objetivo é mandar a sonda para perto de Vênus, movida apenas por uma espécie de vela que gera movimento quando se choca com fótons – as partículas que carregam a luz. Com o foguete partiu também a sonda Akatsuki, que analisará a atmosfera de Vênus e entrará em órbita nesse planeta.
Duas tentativas de despachar veículos como o Ikaros já foram feitas, mas houve problemas no lançamento. No final de 2010, a Planetary Society – uma das maiores ONGs dedicadas à astronomia – pretende colocar no espaço a sonda LightSail-1, também para testar a tecnologia da "navegação solar".

29 de maio de 2010

OS MOVIMENTOS DA TERRA

Os movimentos da Terra são os movimentos simultâneos realizados pela Terra no espaço. Existem ao todo cinco movimentos principais:
  • Rotação - A Terra gira em torno de si mesma, em torno de seu eixo imaginário. A duração da rotação é de 24 horas.
  • Translação - é o movimento que a Terra executa ao redor do Sol; leva um tempo total aproximado de 365 dias e 6 horas até que se complete um ano.
  • Precessão dos equinócios - é o movimento de deslocamento do eixo da Terra, executando uma trajetória semelhante à de um pião. De modo análogo a um pião, o eixo da terra descreve uma superfície cônica em torno da reta normal ao plano da órbita da terra em torno do Sol. É o responsável pelas eras astronômicas, com duração de cerca de 2240 anos em cada signo do Zodíaco. Demora aproximadamente 25.868 anos até completar uma precessão e o eixo da Terra se deslocar por todos os doze signos.
  • Nutação - é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um cíclo de 18,6 anos. Ela é causada pela força gravitacional da lua à Terra. A nutação é provocada por uma inclinação de 5,1º do plano da órbita da Lua em relação à eclíptica, pela qual a Precesão é durante 9 anos de maior e depois 9 anos de menor intensidade do que na média. Este efeito é matemáticamente separado em duas componentes: a nutação ecliptica longitudinal de ±17,24" e a inclinação da eclíptica de ±9,21".
  • Revolução - é o movimento executado pela Terra ao redor do centro da Via Láctea junto com o Sol, descrevendo uma trajetória helicoidal. Não se trata de um movimento próprio da Terra, uma vez que a Terra está sendo arrastada pelo Sol.
Além desses cincos movimentos, há outros movimentos menores que são variações destes, como a nutação (variações do eixo durante a precessão) e a polariadade invertida.

21 de maio de 2010

Exoplanetas que orbitam na contramão atropelam teorias


Planetas que giram ao contrário

O anúncio feito hoje, da descoberta de nove novos exoplanetas, não deveria chamar muito a atenção - afinal, os planetas fora do Sistema Solar conhecidos até agora passaram a somar nada menos do que 452.

Contudo, ao cruzar os dados com observações anteriores de exoplanetas em trânsito, os astrônomos surpreenderam-se com o fato de que seis deles orbitam na direção oposta à da rotação da sua estrela hospedeira - precisamente o contrário do que se passa no nosso Sistema Solar.

Estas novas descobertas virtualmente jogam por terra as atuais teorias da formação dos planetas.

"Esta é uma verdadeira bomba que estamos lançando sobre o campo dos exoplanetas," diz Amaury Triaud, do Observatório de Genebra que, juntamente com Andrew Cameron e Didier Queloz, lidera a maior parte da campanha de observações que permitiu estas descobertas.

Teoria da formação dos planetas

A teoria atual de formação dos planetas propõe que os planetas nascem de um disco de gás e poeira que circunda uma estrela jovem.

Como esse disco protoplanetário gira na mesma direção da estrela, a teoria resultava em que os planetas formados a partir desse disco orbitariam, mais ou menos, no mesmo plano e se moveriam ao longo das suas órbitas na mesma direção que a rotação da estrela.

Esta é cara do nosso Sistema Solar. Como somente há poucos anos os cientistas começaram a descobrir planetas orbitando outras estrelas, não é de estranhar que a teoria que tentava explicar a formação de todos os planetas resulte em sistemas planetários exatamente iguais ao nosso - o único observado até então.

26 de abril de 2010

Planeta sem gás é "quebra-cabeça" para astrônomos

Cientistas sentem falta de metano no local

Pesquisadores da Nasa (agência espacial dos EUA) estão intrigados com o planeta GJ 436b, um planeta que tem o tamanho de Netuno e fica a 33 anos-luz da Terra, na constelação de Leão. A questão é que ele não tem metano, um gás formado por carbono e que é muito comum no nosso Sistema Solar – Netuno, inclusive, tem cor azul por causa desse composto. O planeta foi visto pelo Telescópio Espacial Spitzer.
Em locais que têm atmosfera composta por hidrogênio, carbono e oxigênio e temperatura de até 540ºC, como é o caso, é esperado que haja uma grande quantidade de metano e uma pequena quantidade de monóxido de carbono. Mas isso não acontece no GJ 436b. Kevin Stevenson, da Universidade Central da Flórida, autor de estudo sobre o assunto publicado na revista Nature, diz que se trata de "um grande quebra-cabeça".

– Os modelos existentes indicam que nesse planeta o carbono deveria estar na forma de metano. Os teóricos vão ficar bem ocupados tentando descobrir o que acontecer ali.

Joseph Harrington, da mesma universidade, diz que a química do planeta exigiria que houvesse metano ali. Ele conta que "esse tipo de planeta deveria ter 'cozinhado' metano".

– É como mergulhar o pão em ovos batidos, fritar e receber aveia no final.

Chile vai abrigar maior telescópio do mundo


Equipamento de R$ 2,3 bilhões vai ficar pronto em 2018


O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou nesta segunda-feira (26) ter escolhido o território chileno de Cerro Armazones para construir o maior telescópio do mundo, o European Extremely Large Telescope (E-ELT).

Cinco países - Espanha, Marrocos, África do Sul, Argentina e Chile - competiam para abrigar o telescópio óptico, com custo estimado em 1 bilhão de euros (R$ 2,3 bilhões) e que deve ficar pronto em 2018, depois de sete anos de obras. Muito esperado pela comunidade científica, o E-ELT terá um espelho sem precedentes, com diâmetro de 42 metros, que permitirá observar o Universo e suas galáxias como nunca foi feita antes.

O telescópio será instalado no norte do Chile, a uma altitude de 3.060 metros, no deserto de Atacama. Entre os fatores que infuenciaram a decisão de escolher o local estão a qualidade da atmosfera e o custo da construção.

O sítio chileno garante mais de 320 noites claras por ano e o governo do país ofereceu, além disso, um amplo perímetro de terreno em torno da futura instalação científica, a fim de evitar qualquer tipo de poluição luminosa, no caso de eventuais assentamentos de minas na região, o futuro.

O diretor-geral do ESO, Tim de Zeeuw, qualificou o desenvolvimento do telescópio gigante como um marco no avanço do conhecimento astronômico. Com o E-ELT, os cientistas querem resolver muitos dos problemas astronômicos ainda não solucionados. Eles têm a esperança de que o equipamento revolucione a percepção do Universo de maneira similar ao que foi feito pelas observações de Galileu, há 400 anos.

8 de abril de 2010

Descobertas cinco estrelas em rota de colisão com o Sistema Solar


Estrela a caminho

Tem uma estrela no nosso caminho. Ou melhor, cinco estrelas. Ou talvez sejamos nós a estarmos bem no caminho delas.

Um grupo de astrônomos russos e finlandeses usou dados do satélite Hipparcos, da Agência Espacial Europeia (ESA), juntamente com registros de diversos telescópios terrestres, para criar um modelo que mostra a trajetória de algumas estrelas vizinhas do Sistema Solar.

E algumas delas parecem decididas a estreitar os laços de vizinhança e nos cumprimentar bem de perto - elas deverão passar raspando pelo Sistema Solar.

8 de janeiro de 2010

Telescópio espacial Hubble quebra recorde de distância na busca de galáxias

Estruturas estão a 13 bilhões de anos-luz de distância.
Nova câmera de infravermelho é 40 vezes mais eficiente que a anterior.


O centro de informações da missão Hubble em Garching, Alemanha, informou que o telescópio espacial identificou pela primeira vez uma “população primordial” de galáxias compactas a 13 bilhões de anos-luz de distância, 600 milhões a 800 milhões de anos após o Big Bang.

A missão Hubble é mantida por um consórcio entre a Nasa, a agência espacial americana, e a ESA, sua "prima" europeia.

Os dados, coletados pela câmera de infravermelho do telescópio, a WFC3, foram analisados por cinco equipes internacionais de astrônomos.

14 de novembro de 2009

Nasa anuncia descoberta de água em cratera da Lua

Impacto de foguete contra cratera no polo sul da Lua produz nuvem de material contendo água

Dados preliminares da sonda Lcross indicam que a missão descobriu água durante os impactos de 9 de outubro com uma região em sombra perpétua no fundo da cratera Cabeus, perto do polo sul lunar.

O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro produziu uma pluma de material dividida em duas partes, ejetado das profundezas da cratera. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e segunda, de material mais denso. Esse material não era exposto à luz do Sol há bilhões de anos.

Cientistas especulavam há anos sobre a explicação para as quantidades de hidrogênio detectadas nos polos lunares por missões anteriores. A descoberta de água pela Lcross ajuda a responder à pergunta. A água na Lua pode estar mais disseminada e existir em quantidade maior que a esperada, diz nota da Nasa.

Além disso, regiões lunares em sombra perpétua podem ter a chave da história e da evolução do Sistema Solar. E a água e outros compostos descobertos poderão ser recursos para astronautas em futuras missões.

Desde os impactos, a equipe cientistas da missão Lcross trabalha para analisar os dados que a nave recolheu. A equipe concentrou-se nos espectrômetros, que trazem as informações mais precisas sobre a presença de água.


"Estamos extasiados", disse Anthony Colaprete, principal cientista da missão. "Diversas linhas de evidência mostram que a água estava presente tanto na pluma mais leve e na cortina de dejetos criada pelo impacto do Centauro. A concentração e distribuição da água e outras substâncias requerem mais análise, mas é seguro dizer que Cabeus contém água".





























22 de outubro de 2009

Navegue pelo Sistema Solar

Veja infográfico do Raphaelzinho Alves com amostra dos 'batedores' em atividade

O Sistema Solar e seus planetas estão apinhados de "olheiros". São dezenas de sondas, telescópios, satélites e até jipes-robô trabalhando anos a fio para desvendar os muitos mistérios que o espaço ainda guarda. Eles analisam em detalhes, por exemplo, a composição dos anéis de Saturno, a superfície de Marte, a topografia de Mercúrio. No cumprimento de sua missão como batedores e informantes siderais, alguns se saíram tão bem que estão atualmente cumprindo hora-extra.

Abaixo você confere um infográfico exclusivo do Raphaelzinho Alves com dados básicos sobre os planetas do Sistema Solar e sobre uma seleção de seis "olheiros": Hubble, Cassini, Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), CoRoT e Messenger. É só dar duplo clique sobre o planeta ou a sonda/telescópio para acessar as informações.

























As últimas semanas deram uma boa amostra da produtividade desse batalhão - muitíssimo menos custoso que eventuais novas missões tripuladas para a Lua. Apesar de não render um vídeo espetacular, a sonda Messenger deu um rasante em Mercúrio para registrar em imagens e analisar a pequena porção do planeta que permanecia desconhecida. A sonda LCROSS bateu no polo sul da Lua, em busca de evidências de água congelada. Sua "prima", a LRO, continua orbitando a Lua, mapeando e analisando sua superfície. Dados do CoRoT , projeto com participação brasileira, renderam novas descobertas sobre exoplanetas, ou planetas extra-solares, os que orbitam uma estrela que não seja o Sol.

Já o telescópio espacial Hubble , esse continua, 19 anos após o lançamento, como o principal fornecedor das mais belas e impressionantes fotografias da imensidão que envolve a Terra. Sete anos mais "jovem", Cassini continua na marcação corpo-a-corpo de Saturno - algo que tem feito, muito bem, desde meados de 2004.

(Plutão não é mais planeta, é verdade - o pobre foi rebaixado a planeta-anão -, mas por "razões afetivas" consta no infográfico.)

19 de outubro de 2009

Hubble flagra fusão de galáxias


O que parece ser uma galáxia de forma bizarra é, na verdade, uma imagem de duas galáxias que estão se juntando.


O telescópio especial Hubble flagrou o objeto chamado de NGC 2623, ou Arp 243, a cerca de 250 milhões de anos-luz, na constelação de Câncer.

Estudos mostram que, conforme as galáxias se aproximam, quantidades grandes de gás são puxadas de uma em direção ao centro da outra, até que as duas acabam se juntando em uma só galáxia gigante.

O objeto fotografado está em seu último estágio de junção, já que os dois centros originais se uniram em um só núcleo. Se estendendo para fora da galáxia, duas caudas de jovens estrelas também são prova de que uma fusão aconteceu já que, durante uma colisão como essa, há grande troca de massa e gases que resultam na formação de estrelas.

Só na cauda proeminente abaixo foram encontradas 100 jovens estrelas durante a observação.

9 de abril de 2009

O que há de errado com o Sol?


Nada, afirma categórico o físico da NASA David Hathaway: "Tem havido alguns relatos recentes de que o Mínimo Solar está durando mais do que deveria. Isto não é verdade. A atual calmaria no número de manchas solares está bem dentro das normas históricas para o ciclo solar."

Este relatório, de que não há nada para relatar, é digno de nota por causa de um crescente zunzunzum nos círculos acadêmicos e leigos de que há algo de errado com o Sol. O Sol Fica Mais Tempo do Que o Normal Sem Produzir Manchas Solares, afirma um press release recente. Uma observação cuidadosa dos fatos, contudo, sugere o contrário.

Mínimo Solar

Embora esse mínimo seja um aspecto normal do ciclo solar, alguns estudiosos estão questionando a duração do atual mínimo, agora alcançando seu terceiro ano.

Segundo Hathaway, esses cientistas estão se esquecendo de um fato simples: a duração dos mínimos solares. No século XX houve ciclos em que o mínimo durou até duas vezes mais do que o atual.

"O período médio de um ciclo solar é de 131 meses, com um desvio padrão de 14 meses. A descendente do ciclo solar 23 (este pelo qual estamos passando) já completou 142 meses - bem dentro do primeiro desvio padrão e, desta forma, sem nada de anormal," diz o cientista.

Pequena Era do Gelo

O maior Mínimo Solar já registrado durou 70 anos - o chamado Mínimo de Maunder, - entre 1645 e 1715, coincidindo com o período chamado de Pequena Era do Gelo, quando a Terra passou por uma fase de temperaturas muito baixas.

A partir do século XVIII, por razões desconhecidas, o Sol retomou sua atividade e passou a exibir os atuais ciclos de 11 anos de duração. Como os cientistas não sabem o que causou o Mínimo de Maunder, há sempre pesquisadores ansiosos por detectar sinais de que o fenômeno possa estar se repetindo.

Quem está certo nessa discussão? Para se ter certeza é só esperar o ano de 2012, quando Hathaway afirma que se poderá observar o próximo Máximo Solar.

Sol atinge menor nível de atividade em um século


Há meses os cientistas estão olhando para o Sol com um misto de espanto e curiosidade. Não é para menos, ele nunca esteve tão discreto. Pelo menos não nos últimos 100 anos. A pergunta é unânime: Por quanto tempo o Sol vai ficar tão quieto?

Não aconteceram manchas solares em 266 dos 366 dias de 2008, mais de 73% de silêncio solar. Para achar um ano em que o Sol esteve tão tranquilo é preciso voltar a 1913, quando ele teve 311 dias sem apresentar manchas.

Silêncio solar
Já na metade de 2008, alguns cientistas alertavam que os dados estão surpreendendo. Outros, porém, vieram a público dizer que seus colegas estavam fazendo cálculos errados (veja O que há de errado com o Sol?).

Agora, porém, estão todos, preocupados e despreocupados, refazendo seus próprios cálculos. Quem dizia que estava tudo normal chegou a apontar que 2008 marcaria o Mínimo Solar, e que já já estaríamos entrando em uma fase ascendente, rumo ao próximo Máximo Solar, previsto para ocorrer em 2012.
Mas o Sol continua a desmentir qualquer previsão: os primeiros dados de 2009 indicam que este ano pode ser ainda mais calmo em termos de manchas solares do que o marasmo de 2008. Até 31 de Março não haviam sido registradas manchas solares em 78 dos 90 dias de 2009 - 87% de silêncio solar.
Ciclos solares
Mínimos solares ocorrem a cada 11 anos, como parte natural dos ciclos solares, descobertos pelo astrônomo alemão Heinrich Schwabe, ainda nos século XIX.
As manchas solares são "ilhas de magnetismo" de tamanho comparável ao de um planeta, que surgem na superfície solar. Elas são responsáveis pelas tempestades solares, ejeções de massa da corona solar e emissões intensas de raios ultravioleta.
Colocando os números de manchas solares em um gráfico, Schwabe percebeu que os picos de atividade solar eram sempre seguidos de períodos de calmaria, separados entre si por 11 anos. Isto tem sido verdade nos últimos 200 anos. O atual ciclo começou em 1996, ou seja, deveríamos ter atingido o Mínimo Solar por volta de 2007.
Vento solar mais fraco
Medições da sonda espacial Ulysses revelam uma queda de 20% na pressão do vento solar desde meados dos anos 1990 - o menor ponto desde que as medições começaram nos anos 1960.
O vento solar mantém os raios cósmicos galácticos fora do Sistema Solar. Com a diminuição do vento solar, mais raios cósmicos penetram no nosso sistema, resultando em maiores riscos para os astronautas, que não estão protegidos pela atmosfera terrestre. Ventos solares mais fracos também resultam em menos tempestades geomagnéticas e menos auroras boreais e austrais.
Sol menos brilhante
Outras sondas espaciais da NASA também revelaram que, desde o Mínimo Solar de 1996, o brilho do Sol caiu 0,02% no comprimento de onda da luz visível e 6% no comprimento de onda ultravioleta.
Estas variações são suficientes para produzir efeitos importantes porque a atmosfera superior da Terra recebe menos calor do Sol. Os satélites artificiais passam a sofrer menos arrasto, o que pode aumentar sua vida operacional. Por outro, isso também significa que o lixo espacial vai ficar mais tempo em órbita, oferecendo risco para esses mesmos satélites e para todos os que ainda serão lançados.
Se o período de calmaria do Sol durar mais 1 ano, o atual Mínimo Solar superará os mínimos registrados em 1913 e 1901.

9 de março de 2009

Robôs escavadores construirão espaçoporto lunar

Pequenos robôs do tamanho de cortadores de grama poderão preparar o terreno lunar, fazendo a "lunaplanagem" necessária para a instalação de bases permanentes na Lua ou construindo barreiras de proteção nos locais de pouso.

Mantendo-se o cronograma atualmente previsto, a NASA pretende começar a construção de sua base lunar permanente a partir de 2020. Para isto, um dos problemas a serem resolvidos é o impacto que os foguetes que levarão as cargas e astronautas, e os trarão de volta, terão sobre a própria base lunar.

Jateamento de areia lunar

Para que os astronautas possam ir rapidamente do foguete à base, bem como as cargas possam ser transportadas de forma rápida e eficiente, o ponto de descida e lançamento - o espaçoporto lunar - deverá ficar o mais próximo possível da própria base.

O problema é que foguetes levantam poeira. E poeira é o que não falta na Lua. Para complicar, falta atmosfera. E a poeira levantada pelos foguetes, sem uma atmosfera para freá-la, pode se transformar num verdadeiro bombardeio sobre as instalações, submetendo-as a uma espécie de

jateamento de areia.

Os pesquisadores do Laboratório de Astrorrobótica da Universidade Carnegie Mellon, nos
Estados Unidos, vislumbraram duas saídas para o problema: a primeira é a construção de um muro ao redor do espaçoporto; a segunda é a criação de uma superfície dura no local de aterrissagem, uma espécie de asfalto, construído com material encontrado na própria Lua.

Muralha da Lua

Para a primeira solução, os pesquisadores calculam que dois robôs, pesando 150 quilogramas cada um, levarão cerca de 6 meses para construir um muro de proteção ao redor do espaçoporto, limitando o efeito "jateamento de areia" sobre a base.

Seria necessário construir uma barreira de 2,5 metros de altura, formando um semicírculo com 50 metros de extensão ao redor do ponto de descida e lançamento.

Pista de pouso lunar

Na segunda solução, os pesquisadores demonstraram que robôs ainda menores, do tamanho de pequenos cortadores de grama, podem juntar pequenas pedras para pavimentar o local de pouso.

"Isto poderá reduzir a necessidade de se construir barreiras de proteção. Para que possamos escolher qual das duas é a melhor solução, precisaremos enviar missões de estudo para coletar informações sobre a coesão do solo lunar e se podemos encontrar rochas disponíveis com as dimensões adequadas," explica o pesquisador John Kohut.
O projeto foi submetido à NASA, que agora definirá o cronograma dos estudos e o envio das missões de reconhecimento dos locais de pouso.

Marte teve água na superfície em passado geologicamente recente

Um grupo de geólogos da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriu uma série de valas em Marte que indicam a existência de água no passado recente do planeta. O sistema, que lembra a forma de um leque, foi formado há cerca de 1,25 milhão de anos.

Valas marcianas

Segundo os pesquisadores, as valas fornecem clara evidência de que foram formadas por água no estado líquido originada em depósitos de neve e gelo próximos. Podem também representar o último período em que água correu pela superfície do planeta.

O novo estudo foi publicado na edição de março da revista Geology. As imagens analisadas foram produzidas por uma câmera a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, lançada pela Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, em 2005.

O sistema de valas apresenta quatro intervalos nos quais sedimentos de áreas mais elevadas foram carregados pela água e depositados em leques aluviais. A água, segundo os cientistas, teria sido formada a partir do derretimento de gelo e neve.

Marte molhado

"Não se tratava exatamente de um lago em que peixes pudessem nadar, mas de água momentaneamente derretida de gelo que sublimou. Mas foi o suficiente para dissolver, transportar e depositar sedimentos no leque", disse Samuel Schon, um dos autores do estudo.

A nova descoberta sucede diversas outras feitas e publicadas nos últimos meses que indicam que Marte foi "molhado" por mais tempo do que se estimava anteriormente e que o planeta pode ter tido um ambiente úmido e não árido em diversas regiões e momentos, durante a sua história.

"Achávamos que havia água no passado recente de Marte e agora demos um grande passo no sentido de comprovar essa hipótese", disse James Head, professor de geociências da universidade e outro autor do artigo.

Depósitos de gelo e neve

O sistema de valas foi observado dentro de uma cratera em Promethei Terra, uma região de planaltos e depressões ao sul do planeta. Os canais à esquerda e à direita da formação tem menos de 1 quilômetro de extensão até o depósito do leque aluvial.

Os pesquisadores concluíram que os depósitos de gelo e neve - que deram origem à água - foram formados em um período na história marciana em que tais materiais se acumulavam nas latitudes médias. Por volta de 500 mil anos atrás, a inclinação do planeta se alterou e o gelo ali existente começou a derreter ou a se transformar diretamente em vapor.

5 de março de 2009

Asteroide passa de raspão pela Terra



Astrônomos revelaram nesta terça-feira que um asteroide do tamanho de um prédio de dez andares passou muito perto da Terra na manhã de segunda-feira, revela matéria publicada na edição desta quarta-feira do jornal O Globo. A colisão de um corpo celeste desse porte, afirmaram, teria um impacto semelhante ao de mil bombas atômicas similares à lançada sobre Hiroshima.

Foi um susto inicial bem grande encontrar um objeto assim tão próximo - afirmou Thais Mothé Diniz, astrônoma do Observatório do Valongo, da UFRJ, especialista no estudo de pequenos corpos do sistema solar. - O impacto de um objeto desses causaria estrago.

Chamado de 2009DD45, o objeto teria de 21 a 47 metros e passou a 72 mil quilômetros do planeta - quase nada em termos astronômicos: um quinto da distância entre a Terra e a Lua ou o dobro da altitude dos satélites georreferenciados em órbita .

De acordo com astrônomos, apesar da proximidade, o risco real de colisão foi logo descartado. Mas a ameaça de um futuro impacto ainda é desconhecida.
O asteroide teria aproximadamente o mesmo tamanho do que colidiu com a Terra em 1908, causando uma catastrófica destruição na Sibéria.
Embora tenha passado tão perto da Terra, o asteroide só foi detectado no sábado, por especialistas do Siding Spring Survey, um programa australiano de busca por objetos em rota de colisão com o planeta. Sua presença foi confirmada pela União Astronômica Internacional (IAU), mais precisamente pelo departamento responsável por catalogar objetos do Sistema Solar.

16 de fevereiro de 2009

Conheça os dois satélites que colidiram no espaço

que já era há muito tempo previsto e, de certa forma, até mesmo esperado, finalmente aconteceu: dois satélites artificiais chocaram-se violentamente no espaço, espalhando destroços por uma região entre 500 e 1.300 quilômetros de altitude.

Perigo do lixo espacial

O grande volume de lixo espacial, principalmente de artefatos que já não funcionam e são abandonados, torna cada vez maior a probabilidade de que haja choques entre eles. Este é o primeiro caso de acidente deste de tipo de grandes proporções. Houve dois outros casos registrados, um em 2005 e outro em 1991, mas os dois envolvendo apenas fragmentos isolados.

Sobre a responsabilidade pelo acidente, Nicholas Johnson, coordenador da área de detritos espaciais da NASA, não teve palavras tranquilizadoras: "Eles voaram um na direção do outro. Não há preferencial lá em cima. Nós não temos um controle de tráfego no espaço. Não há maneira de saber o que está vindo na sua direção."

Choque entre satélites

O choque ocorreu às 14h56 no horário de Brasília, da última terça-feira, dia 10/02. O acidente envolveu um satélite norte-americano de comunicações, pertencente à empresa Iridium, que estava em operação, e um satélite militar russo, já desativado.

O acidente ocorreu a 790 km de altitude, quando os dois satélites estavam sobre o nordeste da Sibéria, criando uma gigantesca nuvem de escombros que está se espalhando. Somente nas próximas semanas os engenheiros conseguirão ter um mapeamento completo dos novos destroços. O mais provável é que a maior parte deles venha a se queimar ao reentrar na atmosfera da Terra.

Detritos espaciais

Várias agências espaciais continuamente pedaços de lixo espacial maiores do que 10 centímetros. Nos Estados Unidos, este trabalho é feito pelo projeto U.S. STRATCOM, coordenado pelos militares. Calcula-se que existiam, antes do acidente desta terça-feira, cerca de 18.000 desses detritos espaciais.

Nas 24 horas que se seguiram à colisão entre os dois satélites, os engenheiros conseguiram mapear cerca de 600 pedaços, embora ainda não tenham informações suficientes sobre as dimensões de cada um deles. Este número deverá crescer continuamente nos próximos dias.

Riscos do acidente

O acidente eleva o nível de risco de novos acidentes, embora não seja possível ainda prever se outros satélites tenham que passar por reposicionamentos ou mesmo venham a ser ameaçados. Mas os dois não estavam nesta órbita por acaso - esta é uma altitude muito importante para as telecomunicações, e há inúmeros satélites nas proximidades.

Sobre os riscos para a Estação Espacial Internacional, que orbita a cerca de 400 km de altitude, a NASA e a Roscosmos, a agência espacial russa, não se entendem. Os russos afirmam que não há perigo, mas a NASA disse que o perigo existe e que alguns dos detritos já poderiam estar na altitude da ISS.

Já o Telescópio Espacial Hubble está realmente dentro da área ocupada pelos novos destroços.

16 de janeiro de 2009

De olho no céu-Cometa Lulin

Começando bem o ano da Astronomia, um cometa se aproxima da Terra. Trata-se do cometa Lulin, cujo nome de registro é C2007 N3 e foi descoberto por uma equipe de astrônomos chineses e taiwaneses.

Cometa Lulin (batizado em homenagem ao observatório em que ele foi descoberto) já pode ser visto na constelação da Libra, entrando em Escorpião ao amanhecer. Por enquanto ele só pode ser visto através de pequenos telescópios, pois está com magnitude 8. Mas mesmo tão fraco assim, ele já mostra algumas características interessantes.


O Lulin tem uma coloração esverdeada, uma cauda tradicional e uma “anticauda”, apontando na direção do Sol, ou seja, direção contrária à cauda tradicional. Esta “anticauda” é composta por partículas mais pesadas que não são empurradas pelo vento solar e ficam orbitando o núcleo do cometa, e não é tão incomum de ser observada. Uma olhada mais atenta nas imagens (processadas) do cometa revela jatos sendo emitidos pelo núcleo (com evidências de rotação), além das caudas, como pode ser visto nesta foto.


As surpresas podem vir em breve. O cometa Lulin está mergulhando se aproximando do Sol. A sua órbita hiperbólica nos indica que é a primeira (e provavelmente a última) visita dele ao interior do Sistema Solar. Ninguém sabe ao certo como o núcleo, repleto de gelo e materiais bem voláteis vai se comportar com um aumento súbito da intensidade da luz solar. Isto deve fazer com que a temperatura do núcleo aumente e se agora, ainda distante do Sol, o núcleo já está emitindo jatos, pode muito bem ser que aconteça uma ruptura e o cometa se despedace.


A máxima aproximação do Lulin com a Terra acontecerá em 24 de fevereiro, quando ele estará a 61,5 milhões de quilômetros e espera-se que ele atinja a magnitude 5. Com este brilho ele poderá ser visto a olho nu em locais bem escuros, mas será um alvo fácil para binóculos.


Até lá vamos esperar que tanta atividade no núcleo faça com que este cometa dê um show igual ao do McNaught, no começo de 2007.

Para Maiores Noticias Fique de Olho no Blog!Que ele ficara de olho no Céu!

Copyright © 2010 Revista Virtual All rights reserved.
Wp Theme by RaphaelAlves. Blogger Template by Ph