25 de março de 2013

Tudo Sobre: Engenharia de Produção


Engenharia de Produção ou Industrial 
É o ramo da engenharia que gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais para aumentar a produtividade de uma empresa. O engenheiro de produção é peça fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. Ele une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho, aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização. Define a melhor forma de integrar mão de obra, equipamentos e matéria prima, a fim de avançar na qualidade e aumentar a produtividade. Por atuar como elo entre o setor técnico e o administrativo, seu campo de trabalho ultrapassa os limites da indústria. O especialista em economia empresarial, por exemplo, costuma ser contratado por bancos para montar carteiras de investimentos. Esse profissional é requisitado, também, por empresas prestadoras de serviços para gerenciar a seleção de pessoal, definir funções e planejar escalas de trabalho.

O engenheiro de produção e o mercado financeiro

Ultimamente o mercado financeiro tem se tornado atrativo para muitos profissionais, os altos salários a ascensão na carreira são atrativos para quem quer investir nesse setor profissional que abrange diversas áreas de formações, desde administradores até profissionais de TI, e nessa abrangência que os engenheiros de produção acharam abrigo, segundo especialistas a migração dos profissionais de engenharia começou na década de 70 e tem de evoluí-la com o passar dos anos.

A maioria das instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento, seguradoras) tem preferido contratar engenheiros de produção a economistas, por que hoje um bom analista de investimento deve possuir além de uma visão global do ambiente em que uma empresa está atuando, uma forte base matemática para desenvolver e utilizar os diferentes modelos de análise de investimento. Além da análise de investimentos, as instituições financeiras têm procurado os engenheiros de produção recém-formados para trabalharem nas suas mesas de bolsa e mercado aberto. Os profissionais destas áreas devem ter uma sólida formação matemática e alto grau de raciocínio lógico e abstrato, requisitos mais facilmente encontrados nas áreas ligadas à engenharia.
Se tratando do mercado de engenharia no Brasil, o mercado de Engenharia de Produção, mesmo tendo pouco tempo, é o que desfruta da melhor situação com relação a tempo de “vida”, visto que o profissional de engenharia civil ainda é o mais valorizado. Engenheiros de Produção vêm conseguindo boas colocações no mercado principalmente em função do seu perfil que coincide com o que se está demandando nos dias de hoje: um profissional com uma sólida formação científica e com uma visão macro, suficiente para encarar os problemas de maneira global.
Tornou-se comum encontrar profissionais de engenharia nesse ramo. Só para se ter uma idéia, no Deutsche Bank, 11% dos funcionários são engenheiros e 23% dos estagiários estão se diplomando na área. No BankBoston, os engenheiros são 2,5% dos funcionários e 3,7% dos estagiários. No Banco Fibra, a maioria dos diretores são engenheiros. Entre os engenheiros famosos da área financeira estão Henrique Meirelles (Engenheiro Civil), ex-presidente do Banco Central e ex- do BankBoston, Cássio Casseb, ex-Banco do Brasil e Pedro Malan (Engenheiro Elétrico), ministro da Fazenda no governo FHC.
Segundo Roger Karam (ex-CEO e Membro do Conselho do Deutsche Bank Brasil) para iniciar processo de abertura de capital das empresas era preciso explicar os segmentos administrativo, financeiro e industrial, “Nessas análises, os engenheiros se saiam bem, especialmente, aqueles com mestrado em finanças porque há uma sintonia entre aqueles segmentos”. Se o profissional tem o conhecimento da engenharia e sabe como uma fábrica funciona, fica mais fácil analisar a operação financeira, só que é preciso investir no seu objetivo, um engenheiro que não fizer um mestrado ou MBA em administração ou finanças dificilmente estará preparado para assumir um cargo de direção.
Diferente do administrador o profissional de engenharia tem facilidade para lidar com números e extrair deles o verdadeiro significado “O mercado precisa disso e oferece sempre os melhores salários”. De olho nessa proporção de ganhos melhores Maria Cláudia Guimarães, superintendente executiva do BankBoston trocou o balé clássico pela engenharia de produção. “Escolhi a engenharia porque oferecia uma formação mais ampla e a produção por estar mais ligada a administração”, ressalta. Formada em 1988 a executiva lembra que, naquela época, as melhores oportunidades surgiam no mercado financeiro e não apenas em relação aos salários, mas aos cursos oferecidos e oportunidades de ascensão.
De acordo com a ABEPRO (Associação Brasileiro de Engenharia de Produção) além do mercado financeiro há vários setores de trabalho em que o profissional de Engenharia de Produção pode escolher como carreira:

  • Indústrias de automóvel, eletrodomésticos, de equipamentos, etc. enfim setores que fabricam algum tipo de produto.
  • Empresas de serviços tais como: empresas de transporte aéreo, transporte maritimo, construção, consultoria em qualidade, hospitais, consultoria em geral e cursos, etc.
  • Instituições e empresas públicas tais como: Correios, Petrobras, Agência Nacional de Energia, Agência Nacional de Petróleo, BNDEs, etc.
  • Empresas privadas de petróleo, usinas de açucar, empresas de telefonia, agroindústrias, indústrias de alimentos, bancos (parte operacional), seguradoras e fundos de pensão.
  • Bancos de investimento (na análise de investimentos)

Descrição sumária das tarefas:


Controlar perdas potenciais e reais de processos, produtos e serviços. Estabelecer planos de ações preventivas e corretivas. Desenvolver, testar e supervisionar sistemas, processos e métodos

industriais. Planejar empreendimentos e atividades industriais.

Engenheiro de Produção esta apto para atuar em:

  • Na área de planejamento:  estratégico, produtivo, financeiro;
  •  Na área de logística: planejando a produção e ou a distribuição de produtos;
  • Na área de operações: tratando da fabricação de produtos ou do controle de suprimentos;
  • Na área de marketing: trabalhando com planejamento do produto e mercados a serem atendidos;
  • Na área financeira: fazendo análise de investimentos, criando novos produtos,  no controle dos custos;
  • Na área de recursos humanos: desenvolvendo uma estratégia para ter os melhores profissionais do mercado;
  • Na área comercial: vendendo os produtos e serviços, criando relações de confiança aos clientes.

Áreas e Sub-áreas de Engenharia de Produção

ÁREAS DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

As subáreas do conhecimento relacionadas à Engenharia de Produção que balizam esta modalidade na Graduação, na Pós-Graduação, na Pesquisa e nas Atividades Profissionais, são as relacionadas a seguir.

1.         ENGENHARIA DE OPERAÇÕES E PROCESSOS DA PRODUÇÃO
         Projetos, operações e melhorias dos sistemas que criam e entregam os produtos (bens ou serviços) primários da empresa.
1.1.     Gestão de Sistemas de Produção e Operações
1.2.     Planejamento, Programação e Controle da Produção
1.3.     Gestão da Manutenção
1.4.     Projeto de Fábrica e de Instalações Industriais: organização industrial, layout/arranjo físico
1.5.     Processos Produtivos Discretos e Contínuos: procedimentos, métodos e seqüências
1.6.     Engenharia de Métodos

2.         LOGÍSTICA
         Técnicas para o tratamento das principais questões envolvendo o transporte, a movimentação, o estoque e o armazenamento de insumos e produtos, visando a redução de custos, a garantia da disponibilidade do produto, bem como o atendimento dos níveis de exigências dos clientes.
2.1.     Gestão da Cadeia de Suprimentos
2.2.     Gestão de Estoques
2.3.     Projeto e Análise de Sistemas Logísticos
2.4.     Logística Empresarial
2.5.     Transporte e Distribuição Física
2.6.     Logística Reversa

3.         PESQUISA OPERACIONAL
         Resolução de problemas reais envolvendo situações de tomada de decisão, através de modelos matemáticos habitualmente processados computacionalmente. Aplica conceitos e métodos de outras disciplinas científicas na concepção, no planejamento ou na operação de sistemas para atingir seus objetivos. Procura, assim, introduzir elementos de objetividade e racionalidade nos processos de tomada de decisão, sem descuidar dos elementos subjetivos e de enquadramento organizacional que caracterizam os problemas.
3.1.     Modelagem, Simulação e Otimização
3.2.     Programação Matemática
3.3.     Processos Decisórios
3.4.     Processos Estocásticos
3.5.     Teoria dos Jogos
3.6.     Análise de Demanda
3.7.     Inteligência Computacional

4.         ENGENHARIA DA QUALIDADE
         Planejamento, projeto e controle de sistemas de gestão da qualidade que considerem o gerenciamento por processos, a abordagem factual para a tomada de decisão e a utilização de ferramentas da qualidade.
4.1.     Gestão de Sistemas da Qualidade
4.2.     Planejamento e Controle da Qualidade
4.3.     Normalização, Auditoria e Certificação para a Qualidade
4.4.     Organização Metrológica da Qualidade
4.5.     Confiabilidade de Processos e Produtos

5.         ENGENHARIA DO PRODUTO
         Conjunto de ferramentas e processos de projeto, planejamento, organização, decisão e execução envolvidas nas atividades estratégicas e operacionais de desenvolvimento de novos produtos, compreendendo desde a concepção até o lançamento do produto e sua retirada do mercado com a participação das diversas áreas funcionais da empresa.
5.1.     Gestão do Desenvolvimento de Produto
5.2.     Processo de Desenvolvimento do Produto
5.3.     Planejamento e Projeto do Produto

6.         ENGENHARIA ORGANIZACIONAL
         Conjunto de conhecimentos relacionados à gestão das organizações, englobando em seus tópicos o planejamento estratégico e operacional, as estratégias de produção, a gestão empreendedora, a propriedade intelectual, a avaliação de desempenho organizacional, os sistemas de informação e sua gestão e os arranjos produtivos.
6.1.     Gestão Estratégica e Organizacional
6.2.     Gestão de Projetos
6.3.     Gestão do Desempenho Organizacional
6.4.     Gestão da Informação
6.5.     Redes de Empresas
6.6.     Gestão da Inovação
6.7.     Gestão da Tecnologia
6.8.     Gestão do Conhecimento

7.         ENGENHARIA ECONÔMICA
         Formulação, estimação e avaliação de resultados econômicos para avaliar alternativas para a tomada de decisão, consistindo em um conjunto de técnicas matemáticas que simplificam a comparação econômica.
7.1.     Gestão Econômica
7.2.     Gestão de Custos
7.3.     Gestão de Investimentos
7.4.     Gestão de Riscos

8.         ENGENHARIA DO TRABALHO
         Projeto, aperfeiçoamento, implantação e avaliação de tarefas, sistemas de trabalho, produtos, ambientes e sistemas para fazê-los compatíveis com as necessidades, habilidades e capacidades das pessoas visando a melhor qualidade e produtividade, preservando a saúde e integridade física. Seus conhecimentos são usados na compreensão das interações entre os humanos e outros elementos de um sistema. Pode-se também afirmar que esta área trata da tecnologia da interface máquina - ambiente - homem - organização.
8.1.     Projeto e Organização do Trabalho
8.2.     Ergonomia
8.3.     Sistemas de Gestão de Higiene e Segurança do Trabalho
8.4.     Gestão de Riscos de Acidentes do Trabalho

9.         ENGENHARIA DA SUSTENTABILIDADE
         Planejamento da utilização eficiente dos recursos naturais nos sistemas produtivos diversos, da destinação e tratamento dos resíduos e efluentes destes sistemas, bem como da implantação de sistema de gestão ambiental e responsabilidade social.
9.1.     Gestão Ambiental
9.2.     Sistemas de Gestão Ambiental e Certificação
9.3.     Gestão de Recursos Naturais e Energéticos
9.4.     Gestão de Efluentes e Resíduos Industriais
9.5.     Produção mais Limpa e Ecoeficiência
9.6.     Responsabilidade Social
9.7.     Desenvolvimento Sustentável

10.      EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
         Universo de inserção da educação superior em engenharia (graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão) e suas áreas afins, a partir de uma abordagem sistêmica englobando a gestão dos sistemas educacionais em todos os seus aspectos: a formação de pessoas (corpo docente e técnico administrativo); a organização didático pedagógica, especialmente o projeto pedagógico de curso; as metodologias e os meios de ensino/aprendizagem. Pode-se considerar, pelas características encerradas nesta especialidade como uma "Engenharia Pedagógica", que busca consolidar estas questões, assim como, visa apresentar como resultados concretos das atividades desenvolvidas, alternativas viáveis de organização de cursos para o aprimoramento da atividade docente, campo em que o professor já se envolve intensamente sem encontrar estrutura adequada para o aprofundamento de suas reflexões e investigações.
10.1.   Estudo da Formação do Engenheiro de Produção
10.2. Estudo do Desenvolvimento e Aplicação da Pesquisa e da Extensão em Engenharia de Produção
10.3.   Estudo da Ética e da Prática Profissional em Engenharia de Produção
10.4. Práticas Pedagógicas e Avaliação Processo de Ensino-Aprendizagem em Engenharia de Produção
10.5. Gestão e Avaliação de Sistemas Educacionais de Cursos de Engenharia de Produção


Descrição detalhada de algumas tarefas que compõem umas das funções do E.P.:

  1. Dimensionar e integrar recursos físicos, humanos e financeiros considerando a possibilidade de melhorias contínuas.
  2. Utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de produção e auxiliar na tomada de decisões.
  3. Projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas, produtos, serviços e processos. 
  4. Prever e analisar demandas, selecionar tecnologias e know-how, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidades. 
  5. Incorporar conceitos e técnicas de qualidade no processo produtivo, nos seus aspectos tecnológicos e organizacionais. 
  6. Prever a evolução do cenário produtivo, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade. 
  7. Acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda da instituição. 
  8. Compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere à utilização de recursos escassos, quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atento à sustentabilidade. 
  9. Utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos. 
  10. Otimizar e gerenciar o fluxo de informações na instituição. 
  11. Participar de programa de treinamento, quando convocado. 
  12. Participar, conforme a política interna da instituição, de projetos, cursos, eventos, comissões, convênios e programas de ensino, pesquisa e extensão. 
  13. Elaborar relatórios e laudos técnicos em sua área de especialidade; 
  14. Trabalhar segundo normas técnicas de segurança, qualidade, produtividade, higiene e preservação ambiental. 
  15. Executar tarefas pertinentes à área de atuação, utilizando-se de equipamentos e programas de informática. 16. Executar outras tarefas compatíveis com as exigências para o exercício da função.

Exemplos de atuação


Na gestão do trabalho e da empresa

  • Elaboração de planos para avaliação de cargos e sistemas de incentivos;
  • Elabora planos para identificar e resolver problemas de alocação de recursos;
  • Atua em programas de higiene e segurança do trabalho;
  • Participa e colabora na seleção e treinamento de pessoal;
  • Realiza a interface entre as áreas administrativas e técnicas da empresa.

Na área de planejamento industrial

  • Realiza estudos sobre a localização geográfica da empresa e planejando o arranjo físico de suas instalações;
  • Desenvolve estudos de viabilidade técnico-econômica para aplicação de capital no processo industrial;
  • Conduz programas de redução de custos;
  • Elabora e calcula lotes econômicos e séries de produção, bem como previsões de venda;
  • Estabelece políticas de administração e controle de estoques e reposição de equipamentos;
  • Presta assistência no desenvolvimento de máquinas, ferramentas e produtos e no desenvolvimento de políticas e procedimentos;
  • Acompanha e supervisiona a operação de materiais e equipamentos.
  • Identifica fatores que impactam o meio ambiente e a sociedade provenientes do processo produtivo e realiza estudos para reduzir os impactos negativos, procurando maximizar os impactos sociais, ambientais e econômicos provenientes do processo de produção para a sociedade.

Como gestor do sistema produtivo

  • Desenvolve projetos e faz o planejamento para controlar a produtividade ou eficiência operacional de uma empresa, conjugando os recursos humanos e materiais disponíveis, visando ao aumento da produção com o menor custo possível;
  • Desenvolve métodos de otimização do trabalho;
  • Cria procedimentos para programação e controle de produção;
  • Desenvolve programas de controle da qualidade;
  • Apresenta modelos de simulação para problemas administrativos complexos.

Curso

No começo, o curso enfoca as disciplinas básicas de Engenharia, com bastante cálculo, como matemática, física, química e informática. Depois, entram as matérias específicas de produção, como gestão de investimentos, organização do trabalho e economia e estratégia de empresas. Nos últimos anos, acrescentam-se as de Sociais Aplicadas, como administração e economia, e, na etapa final, o aluno começa o estudo específico da habilitação escolhida. Para se diplomar é preciso fazer estágio e apresentar uma monografia. Fique de olho: várias escolas oferecem o curso voltado para alguma habilitação específica, como mecânica, civil e agroindustrial. 

Duração média: cinco anos. 

Salário inicial: R$ 3.270,00 (6 horas diárias); fonte: Confea

Outros nomes: Eng. (eng. da produção agroind.); Eng. agroind. ind. alimentícias; Eng. da produção  agroind.; Eng. de produção  agroind.; Eng. de produção  automotiva; Eng. de produção  Civil; Eng. de produção  e Qualidade; Eng. de produção  e sist.; Eng. De produção  Elétrica.; Eng. de produção  Mecânica.; Eng. de produção  Metal.; Eng. de produção Química.


Mercado de Trabalho


  • As indústrias de uma maneira geral, como a de construção, automóveis, navios, aviões, alimentos, agroindústria, eletrodomésticos, equipamentos, e o Estado em Projetos de Desenvolvimento, etc.;
  • Empresas de serviço de uma maneira geral, como a de transporte aéreo, Internet, consultorias, etc.;
  • Empresas públicas como os Correios, a Petrobras, ANEEL, ANP, BNDES, etc.;
  • Grandes empresas privadas de petróleo, concessionárias de telefonia, bancos, seguradoras, fundos de pensão, bancos de investimento etc.
  • Empresas dos diversos setores da Logística.

Perfil Profissional


Competências Científicas


  • Sólida formação em ciências básicas como Matemática, Computação, principalmente o Cálculo;
  • Capacidade de análise do trabalho (ergonomia econometria em si) e dos processos organizacionais da empresa;
  • Capacidade de trabalho em equipes multidisciplinares estratégicas;
  • Capacidade prática de abordagem experimenta (modelos experimentais)l;
  • Capacidade de analisar e otimizar processos (imparcialidade);
  • Formação ético-profissional se exige.

Competências Pessoais

  • Capacidade de utilizar ferramental matemático e estatístico para modelar sistemas de quânticos - de - produção e auxiliar na tomada de decisões de nível de Comitê;
  • Capacidade de projetar, implementar e aperfeiçoar sistemas de forma ampla, produtos e processos, levando em consideração os limites e as características das comunidades envolvidas de forma geral, general;
  • Capacidade de utilizar indicadores de desempenho, sistemas de custeio - quantitativo, bem como avaliar a viabilidade econômica e financeira de projetos/atividades de forma geral;
  • Capacidade de prever e analisar demandas de forma ampla e irrestrita, selecionar tecnologias e know-how, projetando produtos ou melhorando suas características e funcionalidade em uma visão de resultados práticos, dentro da teoria;
  • Capacidade de incorporar conceitos e técnicas da qualidade em todo o sistema produtivo, tanto nos seus aspectos tecnológicos quanto organizacionais, aprimorando produtos e processos, e produzindo normas e procedimentos de controle e auditoria;
  • Capacidade de prever a evolução dos cenários - estratégicos - produtivos, percebendo a interação entre as organizações e os seus impactos sobre a competitividade;
  • Capacidade de acompanhar os avanços tecnológicos, organizando-os e colocando-os a serviço da demanda das empresas e da sociedade (robótica);
  • Capacidade de compreender a inter-relação dos sistemas de produção com o meio ambiente, tanto no que se refere a utilização de recursos escassos - restritos quanto à disposição final de resíduos e rejeitos, atentando para a exigência de necessária sustentabilidade para a sobrevivência do Sistema, segundo Mario Henrique Simonsen(1964-1984) em sua atuação;
  • Capacidade de dimensionar e integrar recursos físicos, humanos, contábeis de forma geral (financeiros), a fim de produzir, com eficiência e ao menor custo com vistas a Depreciação e necessária reposição de sustentabilidade, considerando a possibilidade de melhorias contínuas;

Disciplinas estudadas

O curso é estruturado por dois conjuntos de disciplinas destinadas ao desenvolvimento das competências:
  • Ciclo Básico: Matemática, Computação, Administração, Economia, Contabilidade, Gestão Ambiental, Estatística, Elétrica, Mecânica, Física, Química;
  • Ciclo Profissional: Controle Estatístico da Qualidade, Simulação Computacional, Engenharia Econômica, Algoritmos em Grafos, Organização e Métodos (O&M), Planejamento e Controle da Produção, Logística, Ergonomia, Meta-heurísticas, Pesquisa Operacional, Automação, Instrumentação e Controle (Elétrica/Mecânica) etc.

Diferenças entre Engenharia de Produção e Administração


    • Métodos quantitativos X Métodos qualitativos: A Engenharia de Produção, aproveitando-se da base matemática fornecida pela engenharia, focaliza os métodos quantitativos em detrimento dos métodos qualitativos utilizados na Administração. Disciplinas como Teoria Geral da Administração, Gestão Estratégica, Administração Financeira e Economia são ensinadas no ciclo básico da Engenharia de Produção, juntamente com as disciplinas das áreas de matemática, física e química; e servem de pré-requisito para disciplinas com métodos quantitativos como Teoria dos Jogos, Engenharia Econômica, Engenharia de Métodos, Controle Estatístico da Qualidade, Programação Matemática, Análise Multicritério no Auxílio à Decisão, Redes Neurais, Otimização de Fluxos em Redes, Planejamento e Controle da Produção etc.
    • Engenharia de Produção é um Curso Direcionado a Projetos: Assim como as demais engenharias, a Engenharia de Produção se destina a realização de projetos. Ou seja, assim como o Engenheiro Civil projeta construções, o Engenheiro mecânico projeta peças mecânicas, o Engenheiro Eletricista projeta instalações elétricas, etc.; o Engenheiro de Produção desenvolve projetos destinados a otimização dos processos empresariais. Como exemplo pode-se citar os projetos para implantação de sistemas de tecnologia da informação, projetos para melhoria da qualidade, projetos de novos produtos etc..
    • Engenharia de Produção é um Curso mais Técnico: A Engenharia de Produção é um curso mais técnico, e está mais relacionada com o uso de tecnologia. Como exemplo, o uso de sistemas de apoio a decisão, técnicas de redes neurais, CAD (Desenho Auxiliado por Computador), lógica fuzzy, meta-heurísticas, sistemas de simulação etc.; ou seja: técnicas matemáticas, estatísticas e computacionais em geral.
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    Links Externos


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