2 de fevereiro de 2011

ICEBERG DE 2,5 MIL Km2 SOLTO NOS MARES DA ANTÁRTIDA PODE ALTERAR CORRENTES MARÍTIMAS


ICEBERG PODE ALTERAR CORRENTES MARÍTIMAS


Grupo de cientistas em missão na Antártida alerta para as consequências da separação de um imenso bloco de gelo causada por grande colisão

01 de fevereiro de 2011

O Estado de S.Paulo
A separação de um iceberg do tamanho de Luxemburgo, que se rompeu e se afastou de uma geleira maior, pode afetar os padrões de circulação oceânica e ser o precursor de mudanças futuras decorrentes do aquecimento global, dizem cientistas de uma missão na Antártida.




Em fevereiro de 2010, um iceberg de 2,5 mil quilômetros quadrados separou-se de uma língua gigante de gelo flutuante da geleira Mertz, depois de colidir com um iceberg ainda maior.
A língua de gelo que se projetava no Oceano Sul vinha atuando como barragem, impedindo o gelo marítimo de chegar a uma seção de água permanentemente aberta a oeste. Mas agora, com a separação causada pela colisão, cientistas temem que isso possa desencadear mudanças em uma parte importante dos padrões de circulação oceânica global que deslocam calor por meio das muitas correntes marítimas superficiais e profundas.
As áreas em volta da língua de gelo (reduzida à metade pela colisão) e a oeste dela são um dos poucos lugares ao redor da Antártida onde água salgada densa se forma e afunda para as profundezas do oceano, disse o líder da missão científica, Steve Rintoul.
Essa água densa de fundo é um dos principais elementos da circulação global de água marítima, que inclui a corrente que leva águas quentes do Atlântico para a Europa ocidental. Mas Rintoul disse que há o risco de que a área agora seja menos eficiente na produção da água de fundo que alimenta as correntes oceânicas profundas, que influenciam os padrões climáticos globais. Ele está num navio quebrador de gelo chamado Aurora Australis, perto da geleira, a 2,5 mil quilômetros ao sul de Hobart, capital do Estado australiano da Tasmânia. Rintoul lidera uma equipe internacional de quase 40 cientistas que estuda os impactos da perda da língua glacial. / REUTERS - Fonte: Jornal O Estadão
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