25 de janeiro de 2010

A história da conexão

Você só pode ler este texto (e fazer tantas outras coisas) graças a ela: a internet. Saiba um pouco mais sobre a história da conexão a internet e também sobre o que vem por aí.




Se hoje você está lendo este texto, isso se deve, principalmente, a internet. Ela, que começou a ser desenvolvida pelo exército estadunidense lá na década de 1960, atualmente é uma das mais poderosas ferramentas para a comunicação humana.

Apesar dos pesares, não é nada difícil conseguir um espaço na grande rede mundial de computadores para divulgar seu trabalho e compartilhar notícias de maneira independente, sem depender de muito investimento e estrutura para isso, o que confere o título de democrática à internet.

Para que você conheça mais sobre ela que nos proporciona informação e entretenimento diariamente, o Baixaki resolveu contar um pouco sobre a história e evolução da conexão, desde os ruídos primordiais da discada até a tecnologia via satélite da 3G. Obviamente, algumas novidades não poderiam ficar de fora.

E tudo começou...

A década de 1960 foi o auge da Guerra Fria (nome dado ao período pós-Segunda Guerra Mundial, onde o conflito ideológico entre o capitalismo – Estados Unidos – e o socialismo – União Soviética – não fora deflagrado em uma guerra aberta entre as duas superpotências, mas somente em conflitos “menores” em diversos outros países, como o Vietnam e o Afeganistão) e a partir de pesquisas militares, algumas universidades e institutos estadunidenses tiveram seus computadores interligados através de uma rede.

Criada pela ARPA (Advanced Research Projects Agency), esta era a ARPANET, uma rede que pretendia facilitar o compartilhamento de informações e dados em caso de um ataque nuclear promovido pelos soviéticos (afinal não eram somente os EUA que sabiam explodir bombas atômicas). Já nos anos de 1970 a tensão entre os dois lados da Guerra Fria diminui e então eles entravam em um período que ficou conhecido como de Coexistência Pacífica.

A partir disso, com a liberação do desenvolvimento e consquente uso da internet também para fins não-militares, a rede foi crescendo e se tornando cada vez mais abrangente, até que no final da década de 1980 ela finalmente aporta em terras tupiniquins e o Brasil tem o seu primeiro contato com a internet.


O Brasil na rede

Em 1989 o Ministério da Ciência e Tecnologia lança um projeto inovador e que existe até hoje: a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), cuja missão era (e ainda é) captar recursos para a difusão da tecnologia e da internet Brasil afora e também por meio de uma rede acadêmica online nacional. Para isso, foi implantado o primeiro backbone (“espinha dorsal”, o sistema central de computadores) do país.

Em 1995 o governo abre o backbone para fornecimento de conectividade a provedores de acesso comercial, configurando como o segundo grande passo para a implantação da internet em larga escala em nosso país, pois a partir daí as portas da grande rede começaram a ser abertas para todo o Brasil.

Conexões

Para acessar a internet é preciso se conectar e existem duas formas de você fazer isso: via conexão discada e via conexão de banda larga. Vamos analisar um pouco mais sobre ambas em nosso Brasil.

Conexão discada

No Brasil ainda é um tanto quanto comum o uso da conexão discada para acesso à internet. Há quinze anos isso era ainda mais comum, afinal, era a única maneira existente em todo o território nacional para se ter acesso à grande rede. Bastava um computador com um fax-modem, uma linha telefônica e um provedor de acesso e após alguns segundos e um barulho que muitos achavam irritante, você estava online.
Os problemas da chamada “banda estreita” eram vários: instabilidade, lentidão (velocidade máxima de 56,6 kbps), ocupar a linha telefônica e também o preço. Para se conectar a internet assim você pagava o custo de uma ligação normal, ou seja, se você permanecia por 30 minutos conectado, pagaria o equivalente a uma ligação de 30 minutos.

Apesar da popularização da internet banda larga, cujos preços vêm diminuindo consideravelmente nos últimos anos, dados do IBGE apontam que, em 2005, mais de 52% da população brasileira com acesso a internet utilizavam a conexão discada. Obviamente este valor decresceu nos quatros anos que se passaram, mas ainda é considerável.

Banda larga

O desenvolvimento da internet trouxe consigo vários ganhos tecnológicos, como por exemplos as conexões de alta velocidade, que superam em muito a velocidade alcançada por uma conexão discada, além de não possuir certos inconvenientes, como por exemplo a linha telefônica ocupada enquanto você navega e horários mais baratos para acesso.


xDSL

A atualmente mais popular tecnologia de conexão à internet via banda larga é a xDSL (Digital Subscriber Line), que compreende a tecnologia ADSL (Asymmetric Digital Subscriber Line). Esta família tecnológica utiliza, assim como a conexão discada, a linha telefônica para se conectar a grande rede e suas velocidades são variáveis.

Para usufruí-la você precisa de um modem externo (com ou sem fio), uma linha telefônica e também o sinal de sua operadora de telefonia fixa. Ao contrário da discada, você não pagará por tempo de acesso, mas sim uma mensalidade pelo sinal e poderá acessar a internet pelo tempo que desejar, a hora que desejar, sem ocupar a linha telefônica para isso. Saiba mais sobre ela clicando em O que é xDSL?

Esta conexão vem evoluindo e ganhou “novas versões”, como a ADSL2 e ADSL2+, que possuem alguns ganhos em relação à sinalização e à velocidade, capaz de ser maior e mais estável que da ADSL normal estando a até 3 km de distância da central onde está instalado o sistema.

Cabo

A popularização da internet fez com que empresas que prestavam serviços de TV a cabo entrassem no ramo de internet, oferecendo o serviço de acesso a internet via banda larga do mesmo modo que ofereciam os canais de televisão. Para a conexão, os usuários necessitam de um modem especial, diferente do utilizado para acesso via ADSL, que no Brasil normalmente é fornecido pela empresa.

Rádio


A internet sem fio via rádio (transmitida através de ondas de rádio, ou seja, sem fio) é também uma alternativa para o acesso via banda larga e bastante popular no interior do país e em condomínios, pois seu alcance é longo e não necessita de cabos, porém, os custos para aquisição e instalação normalmente é alto, o que faz com que condomínios dividam um único sinal (e também os custos de instalação!) entre vários moradores. Além disso, a qualidade do sinal também pode sofrer interferências climáticas, o que não faz da internet via rádio uma das melhores alternativas para quem possui outras opções.

Além desta, outras conexões também utilizam a rádio-frequência: Wireless Wi-Fi (conexão sem fio, bastante comum em aeroportos, bibliotecas, etc., e também privadamente); WiMax (tecnologia mais avançada que a Wi-Fi, seu sinal é capaz de cobrir cidades inteiras, ainda em testes no Brasil); Satélite (utiliza satélites e antenas parabólicas para acesso a internet, cuja velocidade varia de acordo com o satélite utilizado. Mais utilizada por grandes empresas. Acesse o artigo Banda Larga via satélite para maiores informações).

Rede elétrica

Nos últimos anos têm surgido muitas novidades no ramo das telecomunicações e uma delas é a internet via redes de energia elétrica. É a PLC (Power Line Communications), uma tecnologia que tem suas origens no ano de 1991, quando o Dr. Paul Brown, da empresa de energia elétrica Norweb, da cidade de Manchester, Inglaterra, iniciou a realização de testes de comunicação digital em alta velocidade utilizando a rede elétrica.

De lá pra cá muita coisa avançou e desde o ano passado os testes estão em vigor no Brasil em diversos estados e suas empresas de energia, como a Eletropaulo em São Paulo, a Copel no Paraná e a Cemig em Minas Gerais. O Baixaki possui um artigo tratando das possibilidades de você ter internet na tomada de energia elétrica de sua casa, é o Banda larga na tomada! (clique para acessar).

Preços

Uma questão muito importante quando se fala em conexão é o preço. Sem a menor sombra de dúvidas a internet via banda larga é mais vantajosa que a discada, mas o que ainda afasta muitos brasileiros desta realidade são os altos preços cobrados por operadoras de telefonia (caso da conexão ADSL) e de TV a cabo (caso da conexão via cabo).

Se compararmos com outros países, nossa realidade ainda é de um país que parece engatinhar quando o assunto é acesso à internet, mesmo que pesquisas revelem que o brasileiro é o povo que passa mais tempo conectado, ficando a frente de países como Japão, Estados Unidos, França e Alemanha.

O preço da conexão banda larga no Brasil varia de acordo com a localidade e com a prestadora de serviço. Em uma pesquisa rápida, podem-se encontrar os seguintes preços para 1 Mbps de velocidade:



1 – A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou a suspensão temporária deste serviço. Para maiores informações, acesse o comunicado oficial da Telefonica.
2 – Preço nos 12 primeiros meses. Após esse período a mensalidade volta para o valor de R$79,90.
3 – Valor da mensalidade para a conexão de 600 kbps, maior velocidade disponível na região.
4 – Ambos os serviços, diferentemente dos outros, não necessitam da contratação de um provedor para autenticação.
Enquanto aqui convivemos com mensalidades absurdas, lá fora a realidade é bem diferente e os preços, convertidos para reais, equivalentes a 1 Mbps de velocidade são várias vezes inferiores aos brasileiros, confira:





Além disso, existem casos como o do Japão onde assinaturas de internet banda larga residenciais poderão chegar até a 1 Gbps de velocidade. Isso mesmo, cabos de fibra ótica proporcionarão velocidade de um 1 Gbps para usuários domésticos navegarem, jogarem e fazerem seus downloads. A mensalidade fica por ¥5.985 (ienes), cerca de R$115.

Supervelocidades no Brasil

Power GVT

A operadora de telefonia Global Village Telecom, GVT, surpreende novamente e anuncia seus novos pacotes de internet banda larga residencial, o Power GVT, com velocidades que variam de 3 Mbps até a 100 Mbps! Claro que nada ainda comparado com a realidade japonesa citada acima, mas já é um grande passo em direção a isso.

Os preços variam de R$49,90 até R$499,90 e para serem contratados, será necessário ter (ou adquirir) uma linha telefônica e um plano mensal da GVT, afinal a empresa não disponibiliza a venda somente da banda larga.

Ultra Banda Larga

A Oi/Brasil Telecom lançou recentemente o serviço de Ultra Banda Larga, que também disponibilizará velocidades de até 100 Mbps. Os preços são um pouco diferenciados dos da GVT, variando de R$199,90 para a velocidade de 14 Mbps e de R$990,90 para a maior velocidade do plano, de 100 Mbps. Acesse no Baixaki o artigo Ultra Banda Larga para obter maiores informações.

Novas gerações de telefonia móvel

Telefones móveis foram uma das mais curiosas invenções tecnológicas nos últimos tempos, pois o que começou como um simples aparelho para a comunicação “fora de casa” acabou se tornando um item praticamente indispensável para a vida moderna. A primeira geração de telefonia móvel, 1G, permitia somente isso: usar o celular para falar.

A tecnologia avança e o mundo parece cada vez mais caber dentro de um telefone celular. Com o advento da segunda geração de telefonia móvel, a 2G, no início dos anos de 1990, os celulares entravam de vez na era da transmissão de dados, além de passar a suportar o envio de mensagens através do SMS.

O padrão 2,5G (uma fase transitória entre a 2G e a 3G), trouxe consigo mais velocidade e também a utilização de novas tecnologias para na transmissão de dados que superavam suas antecessoras.

A terceira geração (3G) chegou para revolucionar o modo como o ser humano se conecta com o mundo, afinal ela permitiu a transmissão de dados a longa distância e a altas velocidades (até 10 Mbps), possibilitando assim o acesso à internet por notebooks e desktops por meio de um minimodem.

Desde 1999 (ano de sua criação) até 2007, a rede já possuía 200 milhões de adeptos em todo mundo, o que representava 6,7% de todos os usuários de telefonia móvel do mundo.

4G: O futuro é logo ali!

A 3G mal chegou e já se fala em sua substituta. Ela ainda não existe, mas muita coisa já foi adiantada e conjeturada por especialistas de todo o mundo. No Japão (pra variar) já existem pesquisas envolvendo a quarta geração da telefonia móvel, e se espera que ela possa alcançar velocidades ainda maiores, variando de 100 Mbps ate a 5 Gbps. O Raphael Alves possui um artigo tratando disso, é O 4G está chegando, clique para acessar.
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