4 de agosto de 2009

MS e Yahoo! precisam de aprovação dos EUA

O acordo para buscas online firmado entre a Microsoft e o Yahoo! deve atrair críticas dos reguladores antitruste americanos, embora provavelmente siga adiante.

A parceria diminui o número de ferramentas de buscas concorrentes para dois, dos três anteriores. As companhias afirmam que se uniram para criar um rival mais forte contra a Google.

"A questão é: está certo isso? Duas são o suficiente?", disse o advogado especializado em truste John Briggs, da Axinn, Veltrop and Harkrider LLP.

"Creio que esse acordo facilmente passaria no governo Bush. Eles nem pensariam duas vezes", afirmou Briggs, "Este governo vai pensar duas vezes, mas no final das contas, deixará passar".

O Bing, ferramenta de busca da Microsoft, será usado em pesquisas nos sites do Yahoo!. As empresas esperam que o acordo seja "analisado atentamente" por reguladores, mas acreditam que ele vá se concretizar no início de 2010.

A Google detém 65% do mercado de buscas na internet, contra os 29,6% do Yahoo! e os 8,4% da Microsoft, segundo a comScore.

"Sem esse acordo, acho improvável que tivéssemos um mercado com três buscadores de peso daqui há 10 anos", afirmou o advogado da Shearman & Sterling LLP Beau Buffier.

Já o senador americano Herb Khol, membro do subcomitê que supervisiona a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos EUA, afirmou que há preocupações com a possibilidade de anunciantes enfrentarem taxas mais altas e de que haja menos inovação como resultado do acordo.

"A parceria entre Yahoo! e Microsoft justifica nosso escrutínio minucioso", disse ele em comunicado, "As implicações do acordo proposto serão analisadas atentamente por meu subcomitê".

O especialista antitruste da Zuckerman Spaeder Evan Stewart diz, no entanto, que o acordo cria um concorrente mais forte para o Google.

"Isso é bom para o mercado competitivo", disse Stewart, "Será mais fácil conseguir acesso aos espaços para anúncios com taxas presumivelmente mais competitivas".

O prazo de 10 anos do acordo significa que as agências reguladoras provavelmente o verão quase como uma fusão, segundo o advogado Richard Brosnick, da firma Butzel Long. "Em termos de internet, esse prazo pode bem ser 100 anos. Uma licença de exclusividade de 10 anos pode muito bem ser uma aquisição".

A expectativa é de que o Google fique de olho na parceria. A empresa já havia desistido de um acordo de publicidade com a Yahoo! no ano passado devido a pressões do Departamento de Justiça.

Tanto a Microsoft quanto anunciantes fizeram um lobby no departamento para impedir o Google de ampliar seu poder no mercado.
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