16 de maio de 2009

Pontiac viveu auge nos anos 60 com 'muscle cars'

Pontiac GTO, de 1964, é considerado o primeiro 'muscle car' da história.
Marca surgiu com o objetivo de oferecer mais por menos.

O anúncio do fim da Pontiac, confirmado para 2010, põe fim a 83 anos de história. A empresa foi fundada em 1926, pela General Motors, com o objetivo de oferecer “mais por menos”. Com isso, disponibilizou carros equipados com motores de 6 cilindros ao mesmo preço de modelos concorrentes menos potentes (4 cilindros).

Anos depois, a Pontiac lançou o motor de 8 cilindros em linha, mais baratos que os V8 de outras marcas, porém com desempenho um pouco inferior. Quem não podia comprar um V8, se contentava com um 8 em linha da marca
e não fazia feio.

A estratégia de oferecer mais (desempenho) por menos (preço) começou a dar resultados a partir da década de 40, quando o mundo passava por um período de grande desenvolvimento econômico. Surgia uma classe jovem com bom poder aquisitivo, que se converteu no público-alvo.

A partir de 1956, a Pontiac mudou o foco e passou a fabricar carros com ênfase na esportividade, com maior comprimento e mais baixos, e já equipados com motor V8 (179 cavalos).

O ponto alto da empresa ocorreu em 1964, com o lançamento do Pontiac GTO, considerado o primeiro “muscle car” ("carros musculosos", em alusão à aparência agressiva e grande potência) da história. Em 1967, outro modelo colocou de vez a Pontiac entre as principais marcas de esportivos do mundo: o Firebird, ícone da montadora norte-americana.

Com a crise petrolífera de 1973, a Pontiac foi obrigada a mudar a linha de produtos e passou a produzir modelos menores e mais econômicos. Somente em 1982, com o lançamento da nova geração do Firebird, a empresa voltou ao segmento esportivo.

Dois anos mais tarde, com a chegada do Pontiac Fiero, o volume de vendas voltou a crescer, já que oferecia bom desempenho por um preço baixo (filosofia que deu início à marca).

Nas décadas de 80 e 90, a Pontiac foi gradativamente perdendo identidade e passou a oferecer modelos sem atrativos, simplesmente derivados de carros das outras marcas do grupo General Motors. Uma estratégia suicida, que justifica o fim da marca anunciado nesta segunda-feira (27), no plano de reestruturação da GM.
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